O Herói de Varsóvia - Cap. 1

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11 anos atrás 4198 hits ID #976

Descrição

Nunca fui o tipo de garoto que desse problemas para os meus pais, ao contrário, sempre evitei me meter em encrencas e as poucas travessuras que fazia era longe da vista dos olhos de minha mãe que é extremamente protetora. Minha mãe se chama Martha e é médica em um hospital muito famoso aqui em Porto Alegre - RS. Ela trabalha na área infantil ou seja é pediatra. Já meu pai se chama Pedro e é gerente principal de uma grande rede de bancos. Meus pais tem a mesma idade um do outro, 42 anos. E pelo fato de meus pais terem boas profissões, consequentemente, nunca nos faltou nada. Moramos numa mansão localizado num bairro muito nobre aqui na capital. E sempre estudei em ótimos colégio e sempre procurei aproveitar o máximo que podia, porque apesar de ser uma pessoa com boa vida, sempre valorizar a mensalidade que meus pais pagavam. Afinal não são todos que tinham essa oportunidade eu tenho noção sobre a realidade. Principalmente a do Brasil. Meu nome é Varsóvia e tenho 19 anos. Sou magro, pele clara, cabelos loiros, olhos verdes, tenho 1,75cm, tenho um corpo bem legal porque desde os cinco anos faço natação, e uma bunda que chama bastante atenção. Na época em que minha vida começou a mudar, eu tinha 17 anos e faltava pouco para acabar o ensino médio. Meus planos era ir passar minhas férias de verão na Alemanha, por isso não via a hora de acabar o ano e poder descansar a cabeça. - Acorda Varsóvia, tá atrasado pro colégio! - falou a Rita, nossa emprega que era como uma segunda mãe pra mim. - Que meeeerda, Rita! Pq não me acordou antes? - Pra que? Mesmo que eu te chamasse, tu ia ficar dormindo Me levantei da cama correndo, tropeçando em tudo e fui para o banheiro tomar um banho pra me acordar direito. Coloquei o uniforme do colégio e sai correndo pra não perder a van escolar. - Vars, não vai tomar café menino? - gritou Rita pra mim - Vou não flor, tô mais que atrasado e hoje tenho duas provas! Por sorte naquele dia tinha conseguido pegar a Van à tempo. Cheguei no colégio e me encontrei com Bruna, minha melhor amiga. - Pensei que tu já não viria, Vars - disse Bruna parando de se maquiar para me dar um abraço. - Pq vc vive se maquiando? Não há necessidade - Isso é mais uma das coisas que nós mulheres fazemos quando não temos louça pra lavar - disse bruna, sarcástica. Um de suas principais características. - Aham sei, mas me conta e as novidades? - Ah nenhuma. - E o Marcos? - Marcos era um garoto que Bruna gostava, mas que eu tinha certeza de que era gay. - Deve tá comprando algum cd de uma diva pop qualquer - disse revirando os olhos. Peguei na mão de Bruna e falei: - Se sabe que vai aparecer um cara legal que seja a tua altura! - Um metro e sessenta? Tem certeza que é isso que tu me deseja? - disse ela dando risada - Ah Bruninha, para! - disse rindo - Você sabe o que quis te dizer. - Entendi sim - ela sorriu meio melancólica - Só queria me apaixonar por um cara que fosse hétero. - Isso é fácil, é só tu botar olho no primeiro que coçar o saco - disse rindo Naquele dia fiz as duas provas, matemática e química, me senti aliviado pois tinha tirado um +B nas duas provas. Chegando em casa encontrei minha mãe que estava conversando com a Rita sobre cardápios. - Então Rita to pensando em fazer algo simples porém refinado sabe? Acho que um jantar com frutos do mar e um bom vinho seria interessante. - Claro, Dona Martha. Não se preocupe que vai ser excelente o jantar. - Tenho certeza que sim - disse mamãe abraçando Rita e indo pra sala. - Então Rita, o que a mãe tá aprontando? - indaguei, enquanto colocava meus materiais na cozinha. - Parece que um amigo do seu pai vai vir pra jantar. - Hmmm, e você sabe quem é? - Sei não. Meu guri, me desculpa mas tenho que organizar esse jantar. - Claro, Rita. Deixa que sobre o convidado eu pergunto pra mamãe - disse piscando pra Rita. Rita sabia sobre todas minhas aventuras sexuais. Eu contava tudo pra ela. Não encontrei mamãe na sala e então deduzi que ela estaria no quarto. - Então quem é o convidado? - Ah Vars, é você. Que susto! O convidado é um amigo de faculdade do seu pai. - disse ela escolhendo um vestido. - Hmmmm, e qual é o nome desse amigo? - Rodrigo Albuquerque. - O dono de restaurantes na França? - Esse mesmo! - confirmou mamãe, fazendo sinal para que eu a ajuda-se a colocar o colar de pérolas. - E o que ele está fazendo aqui no Brasil? - O filho dele Jordan vai abrir um restaurante aqui no Brasil. - Em Porto Alegre? - Não, em São Paulo. - mamãe fez sinal para que eu escolhe-se o batom. - Acho que o vermelho, combina com sua pele clara e os cabelos loiros - disse sorrindo. - Me diz meu filho, o que seria da mamãe sem ti? - falou ela sorrindo. - Nada, hahaha. - Bom vai se arrumar que daqui uma hora seu pai vai fechar. Ele foi buscar Roberto e Jordan no aeroporto. - Okay - disse fechando a porta e indo pro meu quarto me arrumar Peguei do meu bolso meu celular e liguei para Felipe, meu namorado, no primeiro sinal ele atendeu. - E ai coração, vamos sair hoje - disse ele alegre. - Ih amor, não vai rolar - Por que? - indagou decepcionado. - Meus pais vão fazer uma janta para um amigo deles. O cara vem da França, pelo que sei é um grande amigo de papai. - Poxa, mas faz uma semana que a gente não se vê. Só no colégio e mesmo assim não posse nem te beijar. - choramingou Felipe. Minha relação com Felipe já durava um ano e como eu não era assumido ainda, não falei pros meus pais sobre nós. E Felipe era capitão do time de futebol, então achamos melhor não contar nada. - Eu sei amor, mas o que posso fazer? Eu não esperava por essa. - falei - Nem eu - ele suspirou - faz uma semana que to só na punheta, tem noção disso? Daqui a pouco vou comer a Marina e a culpa vai ser tua - disse ele me provocando. - Vai comer Marina, porra nenhuma. Tu sabe muito bem que eu detesto essa líder de torcida oferecida. - disse gritando com ele, Felipe quando me provocava me tirava do sério. - Calma amor, ela só vai pagar um boquetinho - disse ele dando risada - Ah é? Boquetinho? Deixa que eu dou pro Matheus então - Matheus era do time de basquete do colégio. Felipe e Matheus eram inimigos mortais desde que escolhi ficar com Felipe. Mas sempre mantive uma boa amizade com Matheus. Apesar de tudo ele era muito querido. - TU NÃO É LOUCO DE DAR A BUNDA PRO FILHA DA PUTA DO MATHEUS! - falou ele bufando. - Você que começou, tu sabe muito bem que detesto a Marina. - falei tranquilamente - Se sabe que mesmo que eu tivesse meses sem sexo não iria comer ela. Aquela mina já teve dst. - ele disse rindo. - Eu sei, mas do jeito que tu tá não duvido nada. - disse como se ainda tivesse chateado. - Não fica brabo coração, não fica brabo com teu moreno não. É que to com saudades de meter meu pau no teu cuzinho apertado. - disse ele rindo. - Tu não presta mesmo Felipe - mamãe apareceu na porta - tá Bruna vou desligar. - Meu nome agora é Bruna? - indagou Felipe rindo. - Mamãe tá me chamando, mais tarde a gente se fala. Beijos! Desliguei o telefone e olhei pra mamãe que estava impecável. Ela estava usando um vestido preto longo, que era muito simples mas bastante sofisticado, batom vermelho. Tinha soltado os longos cabelos loiros e estava com pouca maquiagem. - Tá linda mãe. Arrasou! - disse batendo palmas - Obrigada filho, mas se arruma de uma vez. Já são 19 horas e tu ta ai falando com a Bruna. - Tá bom mãe. Mamãe fechou a porta e eu fui pro meu Closet escolher a roupa pro jantar. Escolhi uma bermuda de jeans azul e uma camiseta branca que tinha detalhes de âncora em toda a camiseta e um chinelo. Tomei um longo banho, me vesti e quando fui ver já eram 21 horas. Já tinham se passado duas horas. Botei meu perfume e sai do quarto, indo em direção a sala de estar. - Mas eu não acredito que Varsóvia já está com 17 anos, deve tá um moço! - ouvi uma voz grossa de homem. - Tá sim Roberto, meu filho tá virando um homem - disse papai. - Deve dá muitos problemas com as meninas hein? - disse Roberto dando risadas. - Que nada, meu amigo! O Vars é tranquilo mas acho que ele tá de rolo com uma amiguinha - disse papai confidenciando. - Hahahaha então puxou o pai cheio de amiguinhas. Qual o nome dela? - perguntou Roberto - Bruna. Uma morena muito bonita. - disse papai piscando os olhos. Coitada de Bruna, todos na escola achavam que eramos namorados. Deve ser por isso que ela vivia solteira. Desci as escadas fazendo barulho e todos me olharam. - To perdendo alguma coisa? - disse dando um sorriso que dizia "eu sei que vocês estavam falando de mim". - Vem Varsóvia, quero te apresentar um grande amigo de faculdade do teu velho aqui. - disse papai. - Esse é o Roberto. - Então é esse seu grande amigo, papai, que tanto esperávamos? - disse cumprimentando Roberto que era um coroa muito bonito. Deveria ter uns 45 anos, era alto, um pouco musculoso, grisalho e com um grande sorriso no rosto. - Então esse é o famoso Vars - disse Roberto - Mas tchê, bem que me disseram que tu era muito bonito, hahaha, to vendo que puxou a tua mãe - Roberto piscou pra mamãe que estava com uma taça de vinho na mão. - Se sabe Roberto, que beleza nunca foi o forte de Pedro - disse mamãe sorrindo, ela estava muito feliz - Até hoje não sei o que vi nele. - provocou mamãe que sabia que papai era um homem lindo. Alto, moreno de olhos azuis, cabelos pretos e em boa forma. - Ah para Martha, se sabe muito bem o que você viu - maliciou papai, abraçando mamãe. - Mas Roberto, cadê seu filho? Que saudades que tenho do Jordan! - Estou aqui, padrinho! - E foi nesse instante que ouvi a voz que não só mexeria comigo, mas que mudaria minha vida por completo. Continua...

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