O vestido serpente

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4 meses atrás 191 hits ID #2197

Descrição

Um dia convidei a Carla para sair, só nós dois, como noutros tempos.... Fui ao guarda-fatos e escolhi o vestido que queria que ela vestisse. Era um vestido que há uns meses a irmã lhe tinha oferecido e que vinha de uma amiga dela, que também lhe tinha oferecido o vestido, mas que acabou por não ficar com ele por não lhe servir. O padrão era pele de serpente, bege e, desde que o vi no guarda-fatos, sempre achei o vestido muito sensual e em privado já o tinha usado, mas nunca em público.

Reservei um hotel e fomos até ao Porto, onde iríamos passar a noite. Depois de instalados seguimos para um restaurante na zona in da cidade e ela, naturalmente, deu nas vistas com o vestido. Senti um certo frenesim ao ver as reações de homens que, mesmo acompanhados, não deixavam de olhar.

Depois do jantar combinámos ir a um bar e no carro, disse-lhe: entramos separados e vais agir como se estivesses só. Eu estarei sempre por perto e vou dar-te a liberdade de conversar com quem quiseres e de flirtar um pouco O toque é o teu limite. Ela sorriu e saímos do carro.

Chegados ao bar, cada um foi para o seu lado como combinado. Era, porém, inevitável não dar nas vistas com aquele vestido e, rapidamente, alguns homens se aproximavam da presa. Ela foi mantendo uma postura discreta, ignorando as abordagens iniciais até que um homem mais atraente se aproximou dela e meteu conversa de uma forma descontraída. Durante a conversa ela foi sorrindo, abrindo um pouco o flanco e ele aproveitou para lhe oferecer uma bebida que ela aceitou. Tomaram os dois um gin tónico e, ao longe, fui observando os olhares discretos daquele estranho. Naquele momento o eu coração batia de força acelerada e senti um calor dentro de mim. Era uma sensação estranha e, ao mesmo tempo excitante.

Nesta altura da noite, ele tudo fazia para se vender e ela ia-lhe dando a atenção que ele desejava e, aos poucos, ele foi-se aproximando cada vez mais dela e falava a poucos centímetros do rosto da Carla. Por vezes, ela olhava-me pelo canto do olho, quase que a procurar uma espécie de consentimento para o que se estava ali a passar. Mantive-me firme, olhando-os a uma certa distância, mas sem nunca me afastar.

A dado momento, estando ela sentada num banco, junto ao bar, ele passa-lhe a mão ao de leve na cintura. Ao ver quase senti a emoção dele ao tocar naquele tecido macio e o desejo que certamente o devorava por poder estar a tocar, mesmo que ao de leve naquele corpo. Ela não o hostilizou e foi permitindo que a mão voltasse e, de vez em quando, procurava o meu olhar.

Num certo jogo de sedução ele pede outra rodada de gin e ela aceita. Aproveitando o momento, passa a mão na perna da Carla e sente ainda mais o toque dela. Ela corou um pouco e começa a pressentir o perigo da situação, eu aproximo-me um pouco para lhe dar confiança. Ao sentir a minha presença ela ganha confiança e tenta dirigir a situação, mas ele está a jogar as cartas todas e quer dominar a presa. Como o percebo, uma mulher sozinha, sedutora com um vestido que tem escrito "come-me", é difícil resistir.

Apesar de estar próximo, tento dar-lhe o espaço para ela por decidir e sair da melhor maneira da situação. Ela, num movimento tático tão próprio das mulheres retira para o WC e ele fica à espera. Sigo-a e espero por ela no corredor de acesso ao WC.

Ao ver-me pergunta: E agora?

Respondo-lhe: podes ceder só mais um pouco e depois decidimos.

Ela concorda e vai para junto dele. Nesta altura ele tem o ego cheio e quando ela se aproxima ele puxa-lhe o banco. Aproveitando o movimento, passa a mão numa das nádegas da Carla e, ao ver aquilo, correu-me um fluxo enorme de sangue para o meu sexo. Ele tinha a velha escola de noite e tudo tentava para concretizar o seu desejo. Ela mordeu o lábio, dando-lhe um sinal verde, toda a situação também a estava a deixar muito excitada.

Estava na altura de tomar decisões e afasto-me um pouco para poder ligar para o telefone da Carla. Ela atende e digo-lhe para agir naturalmente e explico:

— Vou sair do bar e vou para o Hotel, tens uma hora para gerir a situação dentro dos nossos limites. Só pode haver toque! Vou para o Hotel e espero no quarto.

Uma hora depois chega a Carla.

— Agora vais-me contar o que se passou, até ao mais ínfimo detalhe.

A Carla começa a contar.... Depois de saíres, disse-lhe que estava na minha hora da Cinderela e que tinha de voltar para o Hotel. Ele, por todos os meios, tentou demover-me da minha intenção e dizia que ainda era cedo, podíamos ir a outro lugar tomar outro copo. Expliquei-lhe que tinha um compromisso profissional e que não podia faltar.

Tocou-te? Perguntei

Foi passando a mão nas minhas costas, respondeu-me a Carla.

Percebendo que eu ia mesmo embora, ofereceu-me boleia para o Hotel e percebi, claramente, que ele me ia lançar um derradeiro ataque. Colocou uma música ambiente e procurou prolongar o trajeto ao máximo. Já perto do Hotel, estacionou o carro numa rua deserta e começou a falar do meu corpo, do meu vestido e de como estava irresistível. Disse que estava com muita dificuldade em se controlar perante a minha sensualidade e começa a tocar no meu joelho. De forma muito leve, foi sentindo a malha das minhas meias de liga e eu procurei ir travando um pouco os avanços dele.

Confesso-te que tremi ao sentir a mão dele a avançar devagar e ele percebeu tudo isso. Fui resistindo às tentativas de beijos e ele subiu um pouco o meu vestido. Nesse momento percebeu que eu estava de meias de liga e aí senti-o a crescer de desejo. Tive de ceder um pouco para o travar e passei a mão na perna dele.

Disse-lhe: acalma-te! É tarde e não vai acontecer nada.

Restavam-me apenas vinte minutos para sair dali e ele não desistia do seu intento de me possuir ali, naquela rua deserta. Restava-me, apenas, tentar sair dali sem romper o nosso compromisso. Tinha de o acalmar e abafar o rastilho daquele barril de pólvora. Se ele se aproximava, cada vez mais, da minha fortaleza, eu teria de ir ao seu ponto mais fraco. Aliás, aquele ponto mais fraco de todos os homens.

Aproximei mais a minha mão do pénis dele e ele encostou-se ao banco, sem nunca tirar a mão da minha perna esquerda. Percebi que o podia domar daquela forma e, sempre sem abrir o fecho das calças, esfreguei-lhe o sexo. Ele apertava-me a perna e subiu a mão um pouco mais de forma sentir a pele da minha coxa. Tremi de novo e senti que o pau dele estava completamente duro, cheio de tesão.

— Tira-o para fora! Pediu ele.

— Neguei-lhe esse prazer, fui má.

Percebe que, se o fizesse, descontrolaria-me e não seria capaz de honrar o nosso compromisso. Naquele momento recuperei o controlo possível da situação. Provoquei-o, ele descontrolou-se, e em poucos instantes ejaculou, precocemente, dentro das calças. Aproveitei aquele momento de uma certa frustração do pobre coitado para sair poderosa daquela situação e ele, no seu orgulho de macho ferido, não teve mais argumentos para me reter. E aqui estou como prometido!Ao ouvir todo aquele relato da Carla, só me apetecia ver o que realmente se passou, mas o poder da imaginação pode ser o maior dos afrodisíacos. Agora ela ia ser minha, mas a noite de sexo que tivemos naquele Hotel vai ter de ficar para outro capítulo.

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